quarta-feira, 23 de julho de 2014

Ensino Técnico ,Ensino Propedêutico.....continuação da continuação

Ensino Técnico,Ensino Propedêutico.....continuação da continuação Segundo Kosik .....O mundo da cotidiana familirialidade não é um mundo conhecido e notório.Para que seja reconduzido à própria realidade,ele tem que ser arrancado da familirialidade fetichizada e reveladora na sua brutalidade alienada(Kosik,1985,p.78) A lógica de um discurso hegemônico nos diz que,quem trabalha muito tem muito dinheiro. Entretanto há pessoas que trabalham muito e têm pouco dinheiro.O mundo fetichizado do modo de produção capitalista nos faz crer que,todas as pessoas que vão aos shopings têm dinheiro na mão para comprar coisas.A unidade do pensamento grego expressa em Heráclito nos faz harmonizar aporias.Heráclito nos diz.....Se não ouvirem simplesmente a mim mas se tiverem ascultado(obedecendo´lhe na obediência)o logoz,entçao é um saber(que consiste em)dizer igual o que diz o logoz.Tudo é um(Heráclito in Heidegger,sd.256)A harmonização das aporias pela noção de unidade faz com que vejamos com naturalidade a diferença entre as grandes massas aparentemente consumidoras e os bolsões de miséria nas favelas,nos hospitais e escolas públicas.Esta noção de unidade,de que a diferença é natural e constituidora das diferentes capacidades e talentos nos faz sacramentar a tragédia com naturalidade.Assim sendo,não há razão para se acreditar na sustentabilidade da ciência e da escola pública.

terça-feira, 22 de julho de 2014

ensino técnico,ensino propedêutico....continuação

Se o texto clássico,através de Platão,diz que existe um mundo das causalidades,o mundo das essências e um mundo fenomênico,o mundo das aparências,da concreticidade onde habitamos,quem detem a compreensão de causa,detem o modo de produçãoNo nosso caso,somente uma casta tinha acesso _a especulação das causasAssim sindo ,o mundo acadêmico é o repositório dos sete por cento da humanidade ,que chega ao habitat da causalidadeEntão,há que se perguntar que intelectuais estã produzindoA quem serve a universidadeTodavia,deter o conhecimento do teorema que determina um modo de produção não é deter a posse deste modo de produçãoEste o dilema do intelectual contemporâneoNo nosso caso em questão,cumpre saber quem detem o conhecimento de ótica que leva à lente resgatadora da visão ,quem produz as lentes,,quem detem o modo de produção que conduz às lentes e quem determinas custos e preçosSe o cientista detem o conhecimento de causa,ainda assim não possui os meios de produção Então,está no mesmo patamar de sobrevivência do técnico que produz o objeto em larga escala ,cujo excedente vai desaguar em quem detem os meios de produção,ambos,técnico e cientistaNeste sentido,o ensino propedêutico está atrelado ao modo de produção onde está inserido e a pergunta que não quer calar é :porque motivo a verba destinada ao ensino técnico é maior do que a verba destinada ao ensino propedêuticoSe a universidade pública produz Mestres e Doutores que estão produzindo e não possui verbas,resta saber qual o tipo de conhecimento esta justificando verbas e porque razãoO conhecimento industrial visa à venda,o conhecimento científico à natureza dos resultadosSe,num determinado momento,o resultado de uma pesquisa médica descobre um caminho de cura,não quer dizer que,logo a seguir,existam remédios milagrosos no mercadoIsto demanda tempo,testes,experiência,um tempo que talvez seja lento para o tempo de circulação de uma mercadoria que já esteja produzindo resultados mas a escolha civilizatória incide sobre resultados e não sobre vendas Se a nossa noção de sobrevivência estiver ligada apenas a bons empregos e bons salários poderemos morrer de câncer por falta de bons pesquisadores. Não se deve pensar em pesquisa apenas como repetição dos saberes já adquiridos mas como o espaço de reflexão da descobertaA mera reprodução do já sabido leva ao status quo que nos credencia a pensar que não há necessidade de verabas,de investimento, uma vez que está tudo pronto.Além do conhecimento já consolidado há que se esperar novas descobertas na Física,na Química,na Biologia....etcA produção em série,numa linha de montagem prevê movimentos repetitivos,previsíveis,repetição de fórmulas para a obtenção de mercadorias .Já a produção científica exige experiências que muitas vezes significam mudança de percurso,mudança de conclusões porque a produção científica visa a resultados.A filosofia de Platão prevê o recuo que leva às regras abstratas que explicam os seres e as coisas mas não prevê a mudança de conclusões advinda do laboratório das observações da realidade.Portanto tem alguma relação com o mundo da mercadoria no qual o resultado é previsível.É provável então que o texto clássico,fundador da civilização ocidental,sirva também ao modo de produção capitalista.O recuo que permite ao pesquisador pensar seu objeto de estudo para além dele permite descobertas que uma linha de montagem bloqueia.A interdisciplinaridade ,de uma certa forma,tira o pesquisador do foco(área de concentração,mercadoria) e permite conexões que enriquecem a compreensão do objeto de estudo.Manter um foco,em pesquisa,muitas vezes pode transformar o objeto de estudo numa mera mercadoria a ser estudada e exposta numa vitrine(estante da biblioteca da universidade)A noção de Área de Concentração obscurece a interrelação entre disciplinas de domínio conexo e reproduz a noção de foco na mercadoria que as linhas de montagem traduzem.Tomando como exemplo a sofistificação da indústria alimentícia,supõe-se que se deva investir nesta sofistificação e não no valor alimentício aferido pelas pesquisas da medicina,da biologia.Assim sendo,em vários outros exemplos,o mundo da mercadoria,que forma o profissional técnico,vende ilusões que ilusoriamente mantêm a circulação do dinheiro e a ilusão de que o acesso ao consumo garante a sobrevivência,mas não respondem pela qualidade de vida.O intelectual orgânico,nos dizeres de Gramsci,constroe suas teorias ancorado em seus interesses de classe.Reproduz as contradições de um discurso hegemônico.Em face disso é muito comum ouvir burocratas dizendo que a universidade é um fenômeno de elite e que o ensino técnico(aquele que produz a mercadoria)é mais interessante à classe trabalhadora que deve privilegiar sobreviver em lugar de ir à universidadeEsta falácia transforma a universidade num lugar para poucos.A questão de ordem é:ensino público e gratuito já!!!!Lugar de criança é na escola.Segundo Homi K Bhabha em O Local da Cultura a civilização ocidental constrói suas teoerias do viver sobre seus próprios interesses de poder.É,portanto,interessante a um capitalismo desenvolvimentista fazer acreditar que a sobrevivência humana está ancorada na boa qualidade da mercadoria e não na sua adequação científica à sobrevivência humanaCom a Revolução Industrial e a mudança da hegemonia de mãos é provável que o texto clássico tenha sido subliminarmente retraduzido em função dos interesses da nova classe emergente.Aos antigos nobres,sobrevem a burguesia industrial.À noção de Essência sobrevem a noção de Mercado.Entrtanto a noção de causalidade,as leis de funcionamento que levam à mercadoria permanecem nas mãos de uns poucos iniciados razoalvelmente pagos para permanecerem nos seus postos.Assim,o químico detem o conhecimento das causas de estruturação de determinadas fórmulas.Ao técnico são informadas as quantidades.Assim se mantém a ilusão de uma sobrevivência coletiva que o desemprego estrutural joga por terraO conhecimento das causalidade(Mundo das Essências) que engendra o mundo fenomênico(seres e coisas) fica nas mãos das inteligências razoavelmente bem pagas para subsistir

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Ali Longe

Ali longe....... em ruas desnudas...... em horas nuas..... solta um menino,um papagaio....... tão só,contra as montanhas....... não sabe que o tempo..... é indiferente não chora as causas perdidas...... ou ganhas...... e permanece passando....... sob as estrelas....... mesmo quando o bem te vi canta ....... helenice maria reis rocha

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Educação Técnica,Educação Propedêutica

A distinção entre educação técnica e educação propedêutica parece apontar para o fato de que a primeira se vincula ao mundo da mercadoria enquanto a segunda ao mundo da pesquisaÉ provável que a explosão de cursos técnicos tenha uma sintonia fina com as demandas do capitalismo desenvolvimentista.Assim sendo,cabe a seguinte pergunta:a universidade está sendo instrumento da construção de um saber que serve a quem!!!! Os cursos técnicos parecem estar vinculados à oferta de emprego nas empresas .Qual seria então a função do pesquisador imerso nas demandas inerentes à lógica do modo de produção capitalista.Este é o propósito deste estudo no qual tento mostrar como são aproveitadas no mercado de trabalho aqueles que vêm de uma formação técnica e,no bojo deste modo de produção,para onde vão as pessoas com formação acadêmica.Os cursos do Senac e do Senai oferecem formação em ofícios que vão desde o ensino de corte e costura à como fazer flores artificiais.Isto talvez seja um facilitador no sentido de situar estas pessoas numa linha de montagem.Todavia a pesquisa,indispensável à construção do saber numa educação propedêutica,não é mercadoriaEm que lugar se situa a educação propedêutica no modo de produção capitalista é a pergunta que me ocorre neste momentoNão se faz pesquisa em química,por exemplo,para satisfazer à demanda de uma indústria farmacêutica mas para se chegar à resultados indispensáveis à humanidadeSe apenas o mundo da mercadoria fosse a garantia do dilema civilizatório,homens ricos não morriam de câncer O Senai oferece cursos voltados à aprendizagem industrial predominantementeÉ de se supor que o acesso à educação propedêutica seja destinado à uma parcela menor da população.Neste caso,que estatística analisa qual a quantidade de médicos,professores,dentistas,...é realmente necessária para determinado número de pessoas numa populaçãoEm que proporção a educação propedêutica é necessária à sobrevivência da humanidade e qual é a parcela de recursos destinada à elaOs Educadores da Escola Nova bateram na tecla do aprender fazendo mas fica a pergunta:aprender o quê e fazer o quê!!!!A educação industrial garante mercados,a educação propedêutica garante serviços,ambos indispensáveis à vida humana desde que haja equanimidade no acesso à esses bensExiste uma diferença substancial entre qualificar ,por exemplo,uma solução medicamentosa por sua oferta e procura,em detrimento de procurá-la por resultados comprovados em pesquisa.Assim como existe uma pluralidade assustadora de produtos de mercado para todos os gostos é provável que o mesmo não se possa dizer em relação às necessidades Sob determinados aspectos,a lógica de pensamento científico segue um pouco a lógica de uma linha de montagem .Nas universidades existe uma Área de Concentração de conhecimento que estabelece um foco,muito parecido com o foco numa mercadoria das linhas de montagemAssim como na linha de montagem tudo o que não diz respeito à este foco é deixado à margem o que limita em larga escala o conhecimento interdisciplinar.A pesquisa pode também delegar conhecimento e demandar a informação de especialistas de áreas diferentes que se complementam nos resultados.Como dizia Paulo Freire o conhecimento não pode vir empacotado em departamentos estanques e incomunicáveis como em contas bancárias que só operacionalisam o fator quantidade Segundo Bhabha....Não passará a linguagem da teoria de mais um estratagema da elite ocidental culturalmente privilegiada para produzir um discurso do Outro que reforça sua própria equação conhecimento –poder!!!!(BHANHA,1998:45) O discurso das elites que jogam para as classes trabalhadoras o dilema da sobrevivência e para as elites a fruição,a ciência,explica que o MEC veja sentido em destina trezentos e vinte milhões de verba ao ensino técnico.Isto respalda a formação de mão de obra destinada às empresas do capitalismo desenvolvimentista.É necessária a mesma informação no que diz respeito à ensino e pesquisaAlgo que informe sobre qual é o montante de verba destinada à educação pública,ao ensino propedêuticoOs dilemas da ciência,que poderiam resolver os graves problemas da saúde pública,não encontram o mesmo referencial de verbas encontrado para enormes quadros técnicos que vão,por exemplo,aprender a fazer bolos confeitados ou flores de plástico para sobreviver no mundo da mercadoriaA proliferação massiva de quadros técnicos em nome da falácia segundo a qual interessa mais à classe trabalhadora sobreviver torna imanente a pergunta que esclareça qual o montante de verba é destinada aos cursos técnicos e qual o montante de verba é destinado à universidade pública.A grande maioria dos educadores brasileiros ainda espera a velha palavra de ordem:ensino público e gratuito em todos os níveis.Em que medida o bolsa família redistribui a riqueza destinada à educação ou nem chega aos primeiros patamares desta redistribuição é a pergunta que se fazSegundo alunos da UNIFESP este ano os poderes públicos cortaram pela metade as verbas destinadas à universidade federal Isto aponta para a tendência à manutenção de formação de quadros técnicos ajustados à demanda do capitalismo desenvolvimentistaSe os textos fundadores da epistemologia ocidental descrevem uma situação na qual somos cópias degradadas de uma essência e somente estes filósofos(Platão,Aristóteles) têm a chave desta essência,cabe a nós as tarefas técnicas e aguentar uma elite construida sobre este texto fundador Aos iluminados ,que são sete por cento da humanidade,o discurso da ciência,ao restante,que paga imposto,o trabalho nas empresasA distância abissal que existe entre fazer flores de plástico em série e conhecer o segredo das sementes que prdoduzem os melhores espécimes está na proficiência adquirida,por exemplo,num curso de biologiaResta saber,por exemplo,qual a percentagem de jovens está escolhendo o caminho técnico e qual a percentagem está conseguindo entrar dentro da universidadeEsiste uma diferença séria entre treinar técnicos para produzer computadores e formar pessoas para conhecer profundamente a ciência da computaçãoA primeira escolha forma produtores de mercadorias A segunda escolha forma pessoas que vão contribuir para expandir as possibilidades de comunicação no mundo contemporâneoExiste uma diferença abissal entre produzir lentes adequadas a allguém com problemas de visão e conhecer as razões da ótica que levam às opçõoes degrausA formação técnica leva aos procedimento A formação propedêutica leva às causasPorque razão tão pouca gente tem acesso à educação propedêutica me leva a pensar num sentido gramisciano sobre o pensamento hegemônico que embasa o que se pensa sobre educação no BrasilQual é o precentual de inelectuais orgânicos que organiza este discurso hegemônico e qual o seu poder de decisão

domingo, 15 de junho de 2014

Ondas Musicais

Penso em música como um sentimento de onda marulhando ao crepúsculo.......Vou partir de qualquer nota.....De Mi.por exemplo.....Sete ppr quatro.....Mi,Sol ,Si,Ré,Fá...........Seguido de......Ré,Fá,Si.,Ré Sol.....Seguido de Ré,Fá,Lá,Si Ré Fá,todos superpostos Fazer isto com as notas sucessivas,próxima,Fà,Lá,Dó,Mi,Sol,.....Até chegar ao Mi outra vez .......Vocalise.......Ê,A,Ê,AÊ,A.........Helenice Maria

sábado, 14 de junho de 2014

Papéis

Não é a etiquetagam de preços e custos que determina a possibilidade de acesso aos bens necessários à vida mas o trabalho .....Posso ter um montão de verdinhas mas se não tiver o marceneiro não tenho a mesa...O grande problema do sistema financeiro internacional é não compreender isto....Não é um montão de papPapéisel que garante a vida,mas o trabalho...Helenice Maria.

As Tumbas

Meu pai era uma figura humana singular.......Se tivesse conflito com os mortos não faria o que vou descrever....Amanhecia rezando,sozinho,no cemitério do Bonfim e voltava falando prá mamãe que sentia muita paz lá.....Olhava o nascer do sol sobre as tumbas e sentia beleza e paz....ìamos muitas vezes p'ro alto da Afonso Pena olhar a cidade,e as estrelas....Alguns policiais achavam que éramos namorados....Explicávamos que éramos pai e filha....Os poetas Simbolistas visitavam os cemitérios de Paris.....pelas madrugadas Helenice Maria