Sangraram uma pequenina flor na porta do palácio
Beberam o sangue de um menino verde
enquanto ele dormia
Fizeram um festim de bodas com as vísceras ancestrais dos meus avós
Colocaram os meus sonhos à venda e quando vi,
não tinha mais sonhos
Voltei sobre os meus passos e minha casa
já não existia
Meu irmão,morto em efígie,não pode me defender
Por ordem do rei,mataram uma pequenina flor
na porta da igreja
Na frente dos santos
Por ordem dos heróis,mataram uma pequenina flor,
na frente dos anjos
Por ordem de Deus,beberam o sangue
do menino verde ,enquanto dormia
E os palácios permaneceram intactos
E as igrejas entoaram cânticos no altar do sacrifício
Das crianças enquanto dormiam
Das flores,enquanto sangravam helenice maria reis rocha
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
CANTO LIV
CANTO LIV
Dizer não canta,soa
captura de uma voz sempre
adiada
Os espinhos da palavra
germinam
Os fios da fala não se calam
A palavra fere ou acaricia
Solerte equação do verbo
Essa voz viaja um longo
vôo
pelas esquinas do silêncio
e dos discursos
Antiga litania de gritos
ou murmúrios
a geografia desse verbo
fere espaços
sangra e escoa
helenice maria reis rocha
Dizer não canta,soa
captura de uma voz sempre
adiada
Os espinhos da palavra
germinam
Os fios da fala não se calam
A palavra fere ou acaricia
Solerte equação do verbo
Essa voz viaja um longo
vôo
pelas esquinas do silêncio
e dos discursos
Antiga litania de gritos
ou murmúrios
a geografia desse verbo
fere espaços
sangra e escoa
helenice maria reis rocha
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Minha Amada
O tempo voa como folhas
de papel ao vento
dentro dos minutos e das
horas
não tenho pressa nem demora
nem a devoração das esperas
me paralisa
minha mãe ouve minha poesia
com a humildade das gueixas
sem queixa
sofre de dores severas na
espinha
e canta
helenice rocha
de papel ao vento
dentro dos minutos e das
horas
não tenho pressa nem demora
nem a devoração das esperas
me paralisa
minha mãe ouve minha poesia
com a humildade das gueixas
sem queixa
sofre de dores severas na
espinha
e canta
helenice rocha
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Sol
Sol
Teia iluminada
uma trama muda invade
o sol do meio dia
As horas param
A urdidura do silêncio da luz
aquieta todos os alaridos
comove todos os sentidos
trama pressentida
da nudez das horas
helenice rocha
Teia iluminada
uma trama muda invade
o sol do meio dia
As horas param
A urdidura do silêncio da luz
aquieta todos os alaridos
comove todos os sentidos
trama pressentida
da nudez das horas
helenice rocha
terça-feira, 6 de setembro de 2011
convicção
tenho a convicção da dúvida
diáspora de inocentes certezas
o sentimento do tempo
pássaro mudo frente às
exatas humanas melodias
ergue-se monumental
calando compassos e euforias
tudo passa
veloz ou lentamente
o riso tem a geometria do segundo
helenice rocha
diáspora de inocentes certezas
o sentimento do tempo
pássaro mudo frente às
exatas humanas melodias
ergue-se monumental
calando compassos e euforias
tudo passa
veloz ou lentamente
o riso tem a geometria do segundo
helenice rocha
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