quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Religare

Religare Religião é religare.Religar-se à natureza,Ao amor,à PAZ,à Vida.Uma religião que oferece um ser humano em sacrifício de sangue,numa cena de tortura em praça pública,está se desligando da vida.Matando e ainda diz que é para se salvar.O modo de produção capitalista,por exemplo,fala em parcela de sacrifícios para se perpetuar através do poder....Chega da Ideologia do Sacrifício que tem servido para perpetuar modos de produção criminosos e assassinos Quem bebe o corpo e o sangue de alguém,como se diz na hora do recebimento da hóstia,é antropófago Descrucifiquemos Jesus.Descruficiquemos toda a humanidade crucificada pela fome ,pelo frio,pela sede.Pelo DesamorVamos nos religar à vida.Toda vez que ia à missa com mamãe,pequenininha,desmaiava,porque via na parede da igreja um ser humano todo ensanguentado e pregado com pregos.Vamos fazer a ORAÇÃO DO RESGATE DA VIDA.Bem Vindo o Sol,BEM VINDO O AR BEM VINDO O A AMOR BEM VINDA A PAIXÃO POR TUDO ISTO QUE NOS TORNA VIVOS E FELIZES Helenice Maria Reis Rocha

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

orvalho

orvalho uma gota de orvalho...... batiza minhas memórias planas....... de uma superfície lisa...... como recordações de paz....... colegiais descem a rua...... risadas...... minha mãe faz o almoço...... e os talheres tilintam...... e o orvalho batiza minhas memórias mansas...... dois homens conversam alto de madrugada...... de manhã o perfume generoso de café...... uma gota de orvalho batiza,silenciosa...... o canto dos bem te vis...... só uma gota...... faz a manhã...... sorrir...... helenice maria reis rocha

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Papa Francisco,Andança

Errância Adoro andar por ruas onde nunca fui .Por bairros distantes.Entrar em diferentes templos de oração.Ouço a Marlene cantando na casa de Claudio e me encanto.Parece uma coisa mourisca.Como diria Guimarães Rosa eu bebo água de todos os rios.Importante é que seja água.Quando vejo este papa penso na chama de uma vela Uma força da natureza iluminando na escuridão.Fez uma linda epifania.Rezou todos os rezares.Entrou em todos os templos.Lindo.Sou ecumênica.Gosto da estranha e linda diferença entre um cristão cantando e um árabe.As diferenças nem são tão grandes assim.Ninguém nota mas falamos cantando.Se pararmos em qualquer ponto da fala e prolongarmos o som ,é um som musical Helenice Maria Reis Rocha

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Noites Ensolaradas

Noite Ensolarada Pensando na minha doce interlocução com papai,nas estradas de Minas,no escritório lá de casa,pelas madrugadas,lembro-me dele me dizer que,o que a maioria dos músicos pensa que é desafinação,é a capacidade de ouvir outros sons Então,íamos da escala cromática do século dezoito e tentávamos ouvir os Comas Ele me dizia que os Africanos,os Indianos têm uma percepção dos comas,que sãos os sons que estão entre os semitonsIsto me remete muito às Inxcelências,aos cantares do Rosário.....mas conhecíamos a linguagen da convenção Européia Estudamos Villa Lobos,Radamés,que dedicou dois concertos a ele,Kachaturian,Daniele Zanetovich,Bartok,Malcoln Arnold....Ele tocou toda a vanguarda do século vinte que conseguiu transcrever para a harmônicaTinha o cabelo todo enroladinho,muito moreno,parecia um hinduMuito lindoTrabalhamos exatamente vinte anos(1961 à 1982) ,a noite toda,com análise musicalMeus irmãos e eu viajámos muito com ele pelas estradas de Minas Claudio era lourinho Tinha o apelido de garrafinha de leite Minha mãe me disse uma vez que achava lindo ver os dois saindo de madrugada juntos,para as estradas Um lourinho de três aninhos e um lindo moreno,introspectivo,intelectualAlgumas vezes fomos denunciados porque fazíamos música de madrugada Toda a vizinhança amava a música dele mas um dos vizinhos não gostava Aí,minha prima falava,Tio Aluísio,o fulano chamou a polícia A gente esperava os homi passarem e começava tudo de novoAquele termo do Vianinha tá errado......Dura lex Sed Lex,no cabelo só gumex....Nós somos mestiços de indígenas,africanos,portugueses Eu pareço uuma portuguesinha de fado Mas grande parte dos policiais linha dura da década de setenta tinha origem européia,alguns louros,de olhos azuis.Claudio,meu lourinho amado,hoje com o cabelo acastanhado,era um espírito tão simples que ,aprendendo com papai a amar as estradas,decidiu que,quando crescesse,queria ser caminhoneiroMeu pai tinha um xará,um homônimo,advogado.Nunca o conhecemos pessoalmenteAo que parece foi advogado de uma grande empresa aéreaBem,cá estamosMeu pai me explicou a sereiedade da música de João Gilberto,(O desafinado) porque,do seu ponto de vista induzia os músicos a pensar o som além da escala cromática,a perceber os Comas,Quero fazer uma ponte entre Arte e Ciência mas Deus não fez o mundo em um dia Vou aos pouquinhos .....Como dizia meu orientador de Mestrado,é preferivel escrever quinze minutos todo dia do que dez horas em um dia e largar tudo o restante do mês....falava no Eclesiastes que é uma obra prima de Lírica.......Beijin,Beijin,,,,,Beijin....prá quem lê e noite,para quem lê de dia, ou nas lindas manhãs vesperais

Pardais

Pardais Amo os pardais de janeiro........ no asfalto,a geometria dos começos........ o primeiro sol do dia inaugural....... o ano porvindouro....... e os pardais....... teorema de fragilidsde e abandono....... sem pedigree....... alegrando os ares....... as árvores,as ruas por um estado de espírito singular....... amo os pardais de janeiro....... sinal de que a cidade vige....... as lavadeiras cantam....... as mães embalam....... amo os pardais de janeiro....... de fevereiro....... de março....... quando as chuvas declaram água...... e os pardais declaram....... presença....... Helenice Maria Reis Rocha

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

AMIGO

Amigo Reminiscências dançam nas vétebras da memória....... as salas do tempo trazem o amigo...... que sobe a rua cantando...... vou com ele...... aprendo a música...... paralelepípedos e ladeiras crestadas de sol........ cantamos....... conversamos pelas madrugadas...... a impossível síntese da pedra filosofal...... amamos........ cada permanência branda de discreta tolerância........ quem ama o amigo não tolera,permite......... leve nuance de alteridade branda....... e as ruas se esvaem ao som de um canto a dois........ até sumir numa saudade........ Helenice Maria Reis Rocha

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

PAZ E AMOR

Paz e Amor Quando substituimos o desejo por um objeto que o represente estamos fetchizando.Há pessoas que gozam só com o tamanho dos pés de alguém.Se amamos por uma escolha religiosa ou cultural,estamos fectchizando também.O amor é um valor em si.Não importa em que Igreja ou Sinagoga eu ore.O que importa é que estou orando.Entendo a oração como um profundo rito orgiástico no qual se verbalisam desejos.E desejos bons.Se somos feitos do mesmo barro podemos beber água de várias fontes.Olho o céu estrelado e me lembro do Tio Lúcio.Tínhamos uma doce comunhão com tudo o que é vivo. Passávamos manhãs inteiras no jardim da vovó observando as joaninhas,as pequeninas teias de aranha,formigas....as vezes um flilete de sol batia nos cabelos dele e ele se iluminava todo.Morreu com um estranho câncer que começou na boca.Este é o grande mistério da existência.Pessoas em harmonia com o amor,com a vida serem tragadas por este tipo de morte.Se as religiões fetichizam o que é um valor em si(o amor,a vida)podem também ter um poder de ciência através da verbalização oralisada de desesjos profundos da humanidade....Desejos de PAZ,de PRAZER,de VIDA,AMOR,que verbalisados,acionam os neurônios e se transformam em estados de espírito que curam,em ações que salvam.Helenice Maria Reis Rocha