domingo, 9 de novembro de 2014

A Metáfora Parafuso

A Metáfora Parafuso Barra,Beiras,Cabeceiras,...como diria Guimarães Rosa.Se fosse Barra,isoladamente seria objeto de consistência dura,comprido,de ferro ou madeira.Se fosee Beiras,isoladamente,teria o significado de margens,Cabeceiras ,isoladamente teria o significado de cabeceiras de rios.Juntas,formam uma linda cadeia de sons que aí estão unicamente para formarem esta cadeia de sons.Quando alguém diz:entrei em parafuso,quer dizer,fiquei preocupado.Talvez,a forma do parafuso,niquelado,dê a impreção de complexidade,o que nos remete ao significado de preocupação.Numa linha de montagem,passar um parafuso,significa fazer seguir a linha de montagem A metáfora,entrar em parafuso,significa pensar,meditar,expande o significado.Dentro da linha de montagem significa gesto reproduzido.A linguagem metafórica expande significados,a linguagem coloquial circunscreve.Viagem rumo ao indefinido campo de possibilidades das significações não se circunscreve ao universo previsível da linha de montagem.Por isto,Barra,Beiras,Cabeceiras estão aí juntas muito mais por causa do som do que por causa dos significados apesar de Cabeceiras e Beiras poder nos conduzir às beiras dos rios bem em consonância com o universo Roseano do Sertão.O Sertão da meia luz no meio da noite,dos grilos cantando,povoado pelo canto das coruja,Sertão de Diadorim,mulher menino,metáfora de masculino e feminino numa androginia plena de significados.Entrar em parafuso,parafusar uma idéia,ficar parafusando,na linguagem metafórica de Minas significa ficar pensando,meditar.Diferente do gesto repetitivo da linha de montagem.Barra,Beiras,Cabeceiras....O Sertão vige dentro do homem.Helenice Maria Reis Rocha

sábado, 8 de novembro de 2014

Poyesis Simplesmente

Poyesis Poyesis,em estado de dicionário,significa fazer algo.Trabalhar.A linguagem poética,próxima do delírio,não tem as condições necessárias à funcionar como comunicação útil ao modo de produção capitalista.Interregno entre as funções pragmáticas da linguagem que quer comunicar,estado de suspensão com sentidos abertos à várias leituras,estabelece uma ruptura,tanto com o valor de uso quanto com o valor de troca.No entanto,muitas pessoas lêem poesia. E sentem um profundo bem estar,uma ruptura com as defesas que nos leva a sempre estarmos atentos com as necessidades de sobrevivência.Leva-nos ao inconsciente.Mário de Andrade,André Breton,sugerem até a livre associação nos primeiros estágios de fazer poético.Prescinde dos meios de produção porque só exige lápis e papel.Nos joga deliciosamente no caos,na desestruturação que aproxima o ser humano do orgasmo.O fazer artístico produz um hormônio que é o mesmo produzido no orgasmo.Neste momento o ser humano está desfocado da mercadoria que exige vigilância,concentração,está descentrado .Neste momento o ser humano,como diria Bandeira,pode dançar um tango argentino,ir embora para Passárgada,frequentar lugares que não são lugares,rever hierarquias,recomeçar amores....pode o que não pode no real,no mundo dos valores de troca.Está perto do sonho que,segundo Freud é o momento privilegiado para a realisação dos desejos mais reais.Desejos estes que se contrapõem à sublimação exigido para a manutenção do foco na produção da mercadoria.Estado de espírito delicadamente selvagem e sutil,pois não se percebe um poeta fazendo poesia.Toda a civilização entra em balanço. Helenice Maria Reis Rocha

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A CIVILIZAÇÃO ANAL

A CIVILIZAÇÃO ANAL pensando no acordo planetário que associa valor trabalho a papel como símbolo de troca.... tenho me detido,algumas vezes,nas fazes de desenvolvimento psiquico afetivo da humanidade... que envolvem negociações de troca...Na fase anal,a criança retém ou libera as feses para agradar ou desagradar à mãe...Quando libera as feses,libera algo culturalmente marcado pela idéia de sujidade e tem como prêmio,a aprovação da mãe ou até algum presente,representado por um doce,um carinho.....etcEm termos do modo de produção capitalista...,oferecer dinheiro significa receber o prêmio representado pela mercadoria... Os genocidas do século vinte insistiram permanentemente em noções de "pureza racial""limpeza étnica"...O sentido de dinheiro também vem no século vinte,desde o cristianismo medieval,marcado pela oposição entre o que é espiritual,portanto"limpo" e o que é "material" portanto "sujo..."É possível inferir que as relações que a humanidade estabelece com a noção de dinheiro,se situem em leituras que nos levem para a dita fase anal...Bem,sempre trabalhei por ser musicista,junto com meu pai,que era músico... Mais de onze horas por dia...Ao longo de uns vinte anos...De dez à quase trinta anos...Trabalhávamos de madrugada até o dia amanhecer...Ele tinha pouco dinheiro e eu nem ligava prá isto...Se observo as flores,não quer dizer que,por observá-las,que elas sejam minhas...Se uma folhinha de papel...,que representa um acordo planetário.... passa por mnhas mãos...,ou pelas mãos de meu pai...,passava,aliás,porque ele já morreu...,não havia aí nenhum acordo intrinseco de propriedade...,passaria para outras mãos...Se a consanguinidade mantém um acordo planetário que garante aos filhos heranças de papel..,no sentido mesmo de fetchicisação...,não há ,no caso das famílias pobres...,nenhuma propriedade fetchicizada mas,no mais das vezes,trabalho comum,para a sobrevivência daquele grupo...Então,termos como...,dinheiro de família...,noções de propriedade..,são acordos dcorrentes dos modos de produção de cada territorialdade ou cultura...Mas,o que mantém estes modos de produção é unicamente o trabalho..Se a noção de propriedade é conceitual...,fruto de uma abstração... a diferença consiste em:...quem constroi a casa e quem vai desfrutar dela...Porque este conceito não levanta concretamente a casa...Ou da possibilidade de que quem construiu uma vivenda também tenha direito a uma...Mas mesmo para aquele que construiu a sua própria casa o sentido de propriedade é conceitual Abstrato....O que resta então!!!!...A própria humanidade!!!!...Como irá interagir para garantir a vida de toda a população planetária... ,ao abrigo das intempéries...Se a relação com o acordo abstrato que dá poder a um pequenino pedaço de papel está relacionado com a fase anal é provável que...,chegando à realidade mesma do prazer...,seja possível à pessoa humana definir o que vem primeiro...,o alimento que agrada e dá prazer...,a carícia que acalma...,ou um pequenino pedaço de papel...,que pode autorizar ou não a vida...,uma vez que...,até a possibilidade de nascer...,está ligada a custos e preços...Esta delegação de poder a um pedacinho de papel... é uma transferência de poder da autoridade do pai...,nas sociedades patriarcais...,e do poder da mãe,,,,nas sociedades matriarcais...Gostaria de me deter a seguir...,no que considero a ideologia do sacrifício...,que vem desde às sociedads tribais até ao cristianismo moderno... Sacrificados são os que não servem de força de trabalho à um modo de produção...,qualquer que seja ele...,as virgens...,os que não produzem mercadoria,...(amo Lorca,se fosse mãe,irmã,parente ou amiga,descobriria o nome dos militares que lhe roubaram a vida),...ou quem quer que fosse...,bem,a idéia cristã de um sacrificado que assim o é para libertar a humanidade de seus pecados,...justifica bem a perpetuação de um discurso hegemônico....Hora,em nome da vida,chega de qualquer ideologia de sacrifício

domingo, 12 de outubro de 2014

Direitos Humanos

As questões ligadas a territorialidade e poderio econômico se refletem nas diretivas de direitos humanos A noção de soberania,que deveria ser usada para proteger o conceito de nação,muitas vezes é usada para martirizar.Sejamos irmãos O território é a terra.Seja a minha casa a sua casaSe você conhece o conceito de amizade,sabe que um amigo não invade o lar do outro Antes,pergunta se é bem vindo s se pode entrarNão vou nunca martirizar um amigo em lugar nenhumSomos todos irmãos,habitamos o mesmo planeta.

sábado, 27 de setembro de 2014

Versos

Versos Faça eu versos ou sopa de letrinhas........ os vermes me devorarão........ mas,graças a Deus,o mesmo crepúsculo....... tingirá os céus na terra...... enquanto os vermes comerão minhas carnes...... e minha verve se tingirá de alvíssaras........ benditos vermes que me garantem o fim....... e ouvirei invisível......... os risos dos colegiais....... os pregões dos jornais........ invisível,muda e feliz........ Helenice Maria Reis Rocha

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Confissão

Gostaria de acordar numa praia iluminada........... Vivi um amor ágape,de filha,irmã,amiga........ Tenho uma vida sem crimes......... Quem comete crime contra a vida não está seguro em lugar algum do Cosmos.......... Seja quem for........... Gostaria de contemplar uma fonte límpida......... num dia de sol......... E de ser carregada pelo vento para o infinito amor de Deus........ Helenice Maria Reis Rocha

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Dias

Dias....... Dias Voantes..... pousam sob minha retina....... mansa....... olho o sol como quem canta hinos...... e brinco dançando sob as peles do tempo....... escondida sob suas máscaras....... Fui criança vencida nas entrelinhas do destino..... sou mulher rendida sob as máscaras do tempo....... que voa como ave lépida crestando velhas ilusões.... amalgamadas em fogo lento....... Vejo os dias como calma viração de vento leve..... o meu fim,uma arfante linha em rumo certo ........ helenice maria reis rocha