quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Menino

Menino Pequetito,não subas a ladeira...... a Lua não te espera lá...... pequetito........ não corras as ruas....... com teus papagaios singrando no ar...... o sol não te espera lá....... Ah menino....... A guarda armada se esconde nas esquinas........ e busca pequetitos como tu...... a guarda armada entra nas casas..... e busca pequetitos...... como tu....... Helenice Maria Reis Rocha

domingo, 17 de agosto de 2014

Engrenagem

Engrenagem Tenho me perguntado até que ponto o valor ou ausência de valor que se dá aos fazeres não está de algum modo ligado ao modo de produção capitalistaA noção de pertinência,de que algo é válido,pode estar ligado a este modo de produçãoOs herós midiáticos por exemplo,reproduzem a falsa noção de que quem trabalha muito vence sempreHá sempre aquele heróis arquetípico que venceu por muita astúcia,muito esforço como se o triunfo fosse um desígnio de um destino pessoal que exigisse qualidades especiais em lugar de um princípio ético que garantisse trabalho a todos e chances iguais do referido triunfoAs desigualdades de condições estão aí para todos verem.Um discurso também ideológico é o que cria mártires sacrificados em função de um valor,o que de certa forma justifica esta engrenagemA noção de pertinência perpassa as noções de saúde e doença mental.qualificação,acerto ou erro,uma vez que,provavelmente,o produto considerado alienado,fora de qualquer inscrição,pode não ser a mercadoria adequada a este modo de produçãoComo falar em feminismo,por exemplo,sem falar em reforma agrária.Em cooperativismos sem levar em conta que o que se dá é a ausência da presença do Estado e da riqueza redistribuída para dar conta das necessidades humanasTalvez,desqualificado seja aquele que não produza a mercadoria esperada por esta engrenagem E louco também Mesmo que faça um trabalho da maior qualidade Helenice Maria Reis Rocha

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Reminiscências

reminiscências transparentes............ atravessam a opacidade do tempo.......... minha mãe canta cristal.......... lida......... brincante e fagueira.......... com as águas e as toalhas............ um raio de sol ilumina o jornal no sofá.......... dia impávido singrando entre as arestas da tarde......... reminiscências coloridas............ varam a opacidade do tempo......... meu pai canta........... pequenos trechos de música que inventamos........... a invenção do dia........... é como o despertar das horas em tarde branda........... em fogo branco .............. helenice maria reis rocha

Reminiscências

reminiscências transparentes atravessam a opacidade do tempo minha mãe canta cristal lida brincante e fagueira com as águas e as toalhas um raio de sol ilumina o jornal no sofá dia impávido singrando entre as arestas da tarde reminiscências coloridas varam a opacidade do tempo meu pai canta pequenos trechos de música que inventamos a invenção do dia é como o despertar das horas em tarde branda em fogo branco helenice maria reis rocha

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Ensino Técnico ,Ensino Propedêutico.....continuação da continuação

Ensino Técnico,Ensino Propedêutico.....continuação da continuação Segundo Kosik .....O mundo da cotidiana familirialidade não é um mundo conhecido e notório.Para que seja reconduzido à própria realidade,ele tem que ser arrancado da familirialidade fetichizada e reveladora na sua brutalidade alienada(Kosik,1985,p.78) A lógica de um discurso hegemônico nos diz que,quem trabalha muito tem muito dinheiro. Entretanto há pessoas que trabalham muito e têm pouco dinheiro.O mundo fetichizado do modo de produção capitalista nos faz crer que,todas as pessoas que vão aos shopings têm dinheiro na mão para comprar coisas.A unidade do pensamento grego expressa em Heráclito nos faz harmonizar aporias.Heráclito nos diz.....Se não ouvirem simplesmente a mim mas se tiverem ascultado(obedecendo´lhe na obediência)o logoz,entçao é um saber(que consiste em)dizer igual o que diz o logoz.Tudo é um(Heráclito in Heidegger,sd.256)A harmonização das aporias pela noção de unidade faz com que vejamos com naturalidade a diferença entre as grandes massas aparentemente consumidoras e os bolsões de miséria nas favelas,nos hospitais e escolas públicas.Esta noção de unidade,de que a diferença é natural e constituidora das diferentes capacidades e talentos nos faz sacramentar a tragédia com naturalidade.Assim sendo,não há razão para se acreditar na sustentabilidade da ciência e da escola pública.

terça-feira, 22 de julho de 2014

ensino técnico,ensino propedêutico....continuação

Se o texto clássico,através de Platão,diz que existe um mundo das causalidades,o mundo das essências e um mundo fenomênico,o mundo das aparências,da concreticidade onde habitamos,quem detem a compreensão de causa,detem o modo de produçãoNo nosso caso,somente uma casta tinha acesso _a especulação das causasAssim sindo ,o mundo acadêmico é o repositório dos sete por cento da humanidade ,que chega ao habitat da causalidadeEntão,há que se perguntar que intelectuais estã produzindoA quem serve a universidadeTodavia,deter o conhecimento do teorema que determina um modo de produção não é deter a posse deste modo de produçãoEste o dilema do intelectual contemporâneoNo nosso caso em questão,cumpre saber quem detem o conhecimento de ótica que leva à lente resgatadora da visão ,quem produz as lentes,,quem detem o modo de produção que conduz às lentes e quem determinas custos e preçosSe o cientista detem o conhecimento de causa,ainda assim não possui os meios de produção Então,está no mesmo patamar de sobrevivência do técnico que produz o objeto em larga escala ,cujo excedente vai desaguar em quem detem os meios de produção,ambos,técnico e cientistaNeste sentido,o ensino propedêutico está atrelado ao modo de produção onde está inserido e a pergunta que não quer calar é :porque motivo a verba destinada ao ensino técnico é maior do que a verba destinada ao ensino propedêuticoSe a universidade pública produz Mestres e Doutores que estão produzindo e não possui verbas,resta saber qual o tipo de conhecimento esta justificando verbas e porque razãoO conhecimento industrial visa à venda,o conhecimento científico à natureza dos resultadosSe,num determinado momento,o resultado de uma pesquisa médica descobre um caminho de cura,não quer dizer que,logo a seguir,existam remédios milagrosos no mercadoIsto demanda tempo,testes,experiência,um tempo que talvez seja lento para o tempo de circulação de uma mercadoria que já esteja produzindo resultados mas a escolha civilizatória incide sobre resultados e não sobre vendas Se a nossa noção de sobrevivência estiver ligada apenas a bons empregos e bons salários poderemos morrer de câncer por falta de bons pesquisadores. Não se deve pensar em pesquisa apenas como repetição dos saberes já adquiridos mas como o espaço de reflexão da descobertaA mera reprodução do já sabido leva ao status quo que nos credencia a pensar que não há necessidade de verabas,de investimento, uma vez que está tudo pronto.Além do conhecimento já consolidado há que se esperar novas descobertas na Física,na Química,na Biologia....etcA produção em série,numa linha de montagem prevê movimentos repetitivos,previsíveis,repetição de fórmulas para a obtenção de mercadorias .Já a produção científica exige experiências que muitas vezes significam mudança de percurso,mudança de conclusões porque a produção científica visa a resultados.A filosofia de Platão prevê o recuo que leva às regras abstratas que explicam os seres e as coisas mas não prevê a mudança de conclusões advinda do laboratório das observações da realidade.Portanto tem alguma relação com o mundo da mercadoria no qual o resultado é previsível.É provável então que o texto clássico,fundador da civilização ocidental,sirva também ao modo de produção capitalista.O recuo que permite ao pesquisador pensar seu objeto de estudo para além dele permite descobertas que uma linha de montagem bloqueia.A interdisciplinaridade ,de uma certa forma,tira o pesquisador do foco(área de concentração,mercadoria) e permite conexões que enriquecem a compreensão do objeto de estudo.Manter um foco,em pesquisa,muitas vezes pode transformar o objeto de estudo numa mera mercadoria a ser estudada e exposta numa vitrine(estante da biblioteca da universidade)A noção de Área de Concentração obscurece a interrelação entre disciplinas de domínio conexo e reproduz a noção de foco na mercadoria que as linhas de montagem traduzem.Tomando como exemplo a sofistificação da indústria alimentícia,supõe-se que se deva investir nesta sofistificação e não no valor alimentício aferido pelas pesquisas da medicina,da biologia.Assim sendo,em vários outros exemplos,o mundo da mercadoria,que forma o profissional técnico,vende ilusões que ilusoriamente mantêm a circulação do dinheiro e a ilusão de que o acesso ao consumo garante a sobrevivência,mas não respondem pela qualidade de vida.O intelectual orgânico,nos dizeres de Gramsci,constroe suas teorias ancorado em seus interesses de classe.Reproduz as contradições de um discurso hegemônico.Em face disso é muito comum ouvir burocratas dizendo que a universidade é um fenômeno de elite e que o ensino técnico(aquele que produz a mercadoria)é mais interessante à classe trabalhadora que deve privilegiar sobreviver em lugar de ir à universidadeEsta falácia transforma a universidade num lugar para poucos.A questão de ordem é:ensino público e gratuito já!!!!Lugar de criança é na escola.Segundo Homi K Bhabha em O Local da Cultura a civilização ocidental constrói suas teoerias do viver sobre seus próprios interesses de poder.É,portanto,interessante a um capitalismo desenvolvimentista fazer acreditar que a sobrevivência humana está ancorada na boa qualidade da mercadoria e não na sua adequação científica à sobrevivência humanaCom a Revolução Industrial e a mudança da hegemonia de mãos é provável que o texto clássico tenha sido subliminarmente retraduzido em função dos interesses da nova classe emergente.Aos antigos nobres,sobrevem a burguesia industrial.À noção de Essência sobrevem a noção de Mercado.Entrtanto a noção de causalidade,as leis de funcionamento que levam à mercadoria permanecem nas mãos de uns poucos iniciados razoalvelmente pagos para permanecerem nos seus postos.Assim,o químico detem o conhecimento das causas de estruturação de determinadas fórmulas.Ao técnico são informadas as quantidades.Assim se mantém a ilusão de uma sobrevivência coletiva que o desemprego estrutural joga por terraO conhecimento das causalidade(Mundo das Essências) que engendra o mundo fenomênico(seres e coisas) fica nas mãos das inteligências razoavelmente bem pagas para subsistir

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Ali Longe

Ali longe....... em ruas desnudas...... em horas nuas..... solta um menino,um papagaio....... tão só,contra as montanhas....... não sabe que o tempo..... é indiferente não chora as causas perdidas...... ou ganhas...... e permanece passando....... sob as estrelas....... mesmo quando o bem te vi canta ....... helenice maria reis rocha